quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Antes "get in Dublin"


Depois de quase três anos sem escrever no blog, eu voltei. Espero que dessa vez não me dê nenhum surto, e eu fique até não sei quando. É. Até não sei quando. Porque eu não não sei nada, nada sobre essa vida.
Bem, 2008, 2009, e 2010 se passaram muitas coisas aconteceram e não aconteceram. Finalmente eu terminei a faculdade de jornalismo ( Uf!), em no fim de 2009 eu consegui um emprego que finalmente eu gostei e me identifiquei com trabalho. Nos últimos dois anos eu frequentei um psicólogo (ele sabe exatamente como é a MARIANNA rs); fiz novos amigos; desfiz amizades; fiz loucuras; deixei de fazer loucuras; não falei o queria; falei o que não queria; fiquei sozinha; mudei, depois mudei de opinião de novo; comecei a gostar de pessoas que não gostava e continuei não gostando de quem eu não gostava. Foram muitas coisas que aconteceram. Fatalmente a minha memória não é muito boa, então, não lembrarei de todos os detalhes da minha vida passada.
No último ano para mim foi o mais intenso, estressante, feliz e triste (alguns dias e algumas horas). Nos primeiros seis meses de 2010, eu trabalhava em dois empregos, estudava, planejava o meu intercâmbio, a minha monografia, comia, mas era muito, vou colocar a culpa na "ansiosidade", mas era "gulosice" mesmo, bebi muita cervejinha na Farani e continuei pensando como sempre. No segundo semestre, "aí a coisa ficou feia". Fazia cinco matérias e a monografia. Corri atrás de desconto para a faculdade, estudei em Botafogo e no Meier. Toda terça eu ia 7h da manhã para a zona Norte e voltava às 19h da noite, e para animar as minhas manhãs e as minhas noites havia trânsito. Valeu todo o percurso, me formei com glória!
Vou deixar um parágrafo ou mais para a minha monografia. Eu, realmente me sinto orgulhosa pela a minha monografia. Confesso que enquanto eu gravava ficava mais ou menos insegura com medo de não dá certo. Porém a minha parceira Paulinha sempre achou que seria um sucesso. Quando nós estávamos gravando as entrevistas, imagens de apoio, procurando pessoas que quisessem colaborar, era sempre trabalhoso e preocupante. Porque o nosso medo sempre foi de não ter material suficiente. Ah! No final deu tudo certo.
Inicialmente, a minha ideia era fazer uma dissertação normal sobre o contraste cultural e social entre a Cruzada São Sebastião e o Leblon. Pensando como uma louca nessa ideia e como ia por em pratica. Encontrei com a Paula no portão da Facha e falei sobre essa ideia, ela gloriosamente apimentou a minha ideia dizendo:"vamos fazer um documentário sobre isso". Pensei na hora "como as coisas ficaram claras". E assim surgiu a ideia de filmar "Muros invisíveis" são entrevistas com moradores da Cruzada e do Leblon um dando suas observações sobre outro e opinando o que acha sobre o outro. O resultado foi é claro que a Cruzada incomoda o Leblon. O mais legal que eu achei que depois que as pessoas terminavam de assistir, elas ficavam aluns segundos em silêncio e depois discutiam sobre os entrevistados. No primeiro dia do ano a minha sala virou uma sala de debates.
Enquanto eu fazias as cinco matérias da faculdade, preocupada em não repetir em nenhuma, gravando o documentário e resolvendo as documentos do eu intercâmbio que seria para o Canadá - Vancouver. Chegou o intenso dia para fazer a solicitação do visto. Eu não estava nem um pouco preocupada. As meninas da agência diziam "é super fácil consegui o visto para o Canadá é mais fácil do que EUA". Coisas que acontecem só na vida da Marianna, é, comigo não foi tão fácil.
O despachante para tirar o visto do Canadá fica no Centro do Rio, perto da Cinelândia. Ali perto é o consulado dos EUA, teatro Sesi, Papa Grill, Ministério da Cultura, Museu Nacional de Belas Artes, uma parte do Centro que é movimentada mas não como a Rio Branco e a Presidente Vargas. Eu me lembro que quando saí do escritório, eu estava desesperada, pois um sonho que eu esperava para ser realizado há anos estava, que sempre esteve em minhas mãos, estava escorregando das minhas mãos sem que eu pudesse fazer nada. Andei chorando (não chorando é muito pouco, estava desesperada, perdida, arrependida.) da Avenida Graça Aranha até o meu ponto de ônibus na Avenida Rio Branco. Chorei. Liguei para a minha amiga. Depois de minutos cheguei no Leblon, na minha agência World Study. Fui decidida cancelar tudo. Ao mesmo eu pensava não posso cancelar, não perder essa oportunidade que eu sempre quis. Encontrei com a Michele, uma graça de pessoa que sempre foi muito gentil comigo desde do primeiro dia que eu fui na agência. Ela ficou triste por mim. Como uma boa agente e vendedora, ela me sugeriu Dublin. Visto de um ano, com permanência para trabalho e podendo conhecer os países da Europa. É atentador. Voltei acreditar no meu sonho. Até eu chegar em Dublin foi muito estressante no Rio. Passado é passado. Agora estou em Dublin há oito meses.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.Você só terá sucesso na vidaquando perdoar os errose as decepções do passado. Clarice Lispector

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